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Documentos revelam perseguição: UFPB e Igreja como alvos

22/07/2015 - Notícias
Documentos revelam perseguição: UFPB e Igreja como alvos

A Comissão Municipal da Verdade – CMV conseguiu ter acesso, em Brasília, a documentos produzidos pela comunidade de informações (serviços secretos das Forças Armadas, Serviço Nacional de Informações – SNI e assessorias secretas de informações de órgãos públicos e estatais) que comprovam perseguição a ativistas dos movimentos sociais e críticos ao regime militar em João Pessoa. A maioria dos documentos aponta para o trabalho de espionagem entre servidores e estudantes da Universidade Federal da Paraíba e, também, em relação à ação da Igreja Católica.
Na UFPB, funcionou durante todo o regime militar um serviço interno de informações responsável por detectar estudantes, professores ou técnicos-administrativos envolvidos em atividades consideras “subversivas”. Reuniões e assembleias dos três segmentos eram monitoradas por agentes secretos, responsáveis por detectar nomes de “subversivos” e encaminhá-los para os órgãos de repressão. Os documentos revelam, inclusive, nomes de pessoas responsáveis por “espionar” e “entregar” colegas. Tudo está sendo investigado, a fim de se alcançar comprovações, e os resultados deverão constar do relatório final da CMV.
Um outro grande alvo de perseguição foi sem dúvida, a Arquidiocese da Paraíba, cujo Arcebispo, Dom José Maria Pires, teve sua liderança pastoral, entre 1965 e 1995, profundamente associada às Comunidades Eclesiais de Base – CEB’s, com destaque para o movimento camponês. A vida do clérigo foi diuturnamente vigiada e cada atividade desenvolvida pelas pastorais sociais, nos anos 1970 e começo dos anos 80, era monitorada pelas comunidades de informação.

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